OPORTUNIDADES NO MERCADO IMOBILIARIO – III

Caros

No artigo anterior eu disse que a melhor opção é comprar um terreno. Esta é a minha recomendação para o público alvo desta página, que ainda não tem um imóvel próprio. Em decorrência não estou me referindo à oportunidade de investimento, que não é propósito deste espaço. Também mencionei que me parece absurdo uma família comprar um apartamento de 40 m², comprometer 30% da renda atual e passar 30 anos pagando por este imóvel.

Não tenho nada contra quem decidir comprar um apartamento; se é isto o que você deseja e pode pagar por isso, vá em frente! Os motivos de minha preferência por casas eu descrevi no artigo Oportunidades do Mercado Imobiliário – I de 14 de junho de 2014. Mas para este artigo ficar mais interessante vamos colocar números nos conceitos que estou defendendo.

As famílias elegíveis ao Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV faixa 1, aquelas com renda de até de R$ 1.800,00 mensais, podem comprar um apartamento ou casa feito por uma construtora, portanto pronto, ou se dispor a construir. Quem comprar vai receber um imóvel de 41 m² até o valor de R$ 96.000,00, dependendo da cidade onde mora; este é o valor para as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Em minha avaliação a maioria dos imóveis nestas regiões será de apartamentos, se não for a totalidade. Assim, quem receber um apartamento de 41 m2 terá, para sempre, 41 m2 de área construída a ser quitado em 10 anos.

A única forma de mudar este história é a família optar pelo programa MCMV – Financiamento. Posso garantir que o caminho é árduo. O sistema está direcionado para que todo mundo entre na fila da compra de apartamentos; eu mesmo estive na Caixa Econômica Federal fazendo consultas e senti as dificuldades dos funcionários com quem conversei que nem conheciam esta modalidade. Minha recomendação é que você peça ajuda a seu sindicato, se for empregado, ou então peça ajuda à prefeitura da cidade onde mora.

Agora vamos à parte mais difícil; sim, ainda não falamos sobre a parte difícil. Quem quiser seguir este caminho precisa simular o custo do terreno mais a construção, de modo que a soma dos dois fique dentro do limite financiável. Quem conseguir isto vai ter apenas o trabalho de administrar a construção; quem não conseguir, vai precisar arregaçar as mangas, junto com família e amigos, para reduzir o custo da mão de obra. Diferentemente da aquisição de um imóvel pronto, nesta modalidade a família pode construir inicialmente o tamanho possível, e posteriormente ir ampliando. Esta alternativa se chama Autoconstrução e a ela voltaremos em breve.

Continuamos no próximo post.

Abraços,

Valter Celio

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