OPORTUNIDADES NO MERCADO IMOBILIARIO VII ou Sumário e conclusão

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Caros

Precisei escrever 6 artigos para detalhar o contexto das idéias que estou defendendo. Hoje pretendo completar, sumarizar e concluir.

A maior parte da população brasileira está numa faixa de até 200 km de largura ao longo do litoral do Brasil. Em decorrência apenas quatro cidades com mais de 1 milhão de habitantes estão longe do litoral: Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e Manaus. Isto dá uma idéia da imensidão despovoada do interior do país. O governo federal transferiu nossa capital para a região central como política de ocupação do interior do país; mas parou por aí.

A síntese da situação habitacional no Brasil é uma multidão vivendo em comunidades de favelas e cortiços em grandes cidades, com baixa renda e baixa qualidade de vida. Essas pessoas sonham com uma casa própria e se deparam com um minúsculo apartamento, a um preço fora de sua realidade, feito por grandes construtoras e subsidiado pelo governo. Pelas regras atuais um imenso contingente de pessoas teria direito a um benefício de até 86% do valor do imóvel disponibilizado. Mas o governo não tem dinheiro para tanto subsídio!

A função primordial do governo é estabelecer políticas públicas que sirvam ao bem estar da população como um todo, e não a de fazer grandes concessões a apenas uma pequena parcela da população necessitada. Minha tese é a de que o governo deveria incentivar – maciçamente –  o estabelecimento de empreendimentos geradores de emprego e renda no rico interior brasileiro atraindo trabalhadores que hoje apenas sobrevivem nos grandes centros urbanos. Isto iria melhorar a qualidade de vida de quem for e de quem ficar. Claro que se trata de um projeto de longo prazo; mas significa muito mais esperança do que o modo como as coisas estão e caminham. Há muito mais qualidade de vida em uma casa de madeira, num lote com quintal e jardim, em uma cidade que ofereça educação, saúde e trabalho a meia hora de casa do que num apartamento de 41 m2 na periferia de São Paulo, que imponha ao trabalhador uma jornada de 3 horas até o trabalho; na ida e na volta. Nosso país tem muita terra; é um absurdo um terreno valer o que está custando!

Infelizmente a leitura que o governo faz dos problemas que afligem o país está distorcida pelas conveniências pessoais dos políticos no poder.  Foi assim nos anos da seca do nordeste em meados no século passado, quando o governo não entendeu o problema que foi tão bem sintetizado por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em Vozes da Seca:

http://bit.ly/1YbXzc5

Para tentar resolver o problema o governo implantou frentes de trabalho para a geração de emprego e renda nas regiões da seca; as tristes lembranças daquela época são a ineficácia do programa, desvio e uso político dos recursos, além de uma maciça migração para os grandes centros do país que em muito contribuíram para os problemas habitacionais que temos hoje. A maioria das pessoas não deixa sua terra natal porque quer; sai porque não conseguem realizar suas metas de vida, como ainda nos lembra o mesmo Luiz Gonzaga em Último Pau de Arara. Para a história da habitação, que ainda está sendo escrita, precisamos de um final mais feliz; ou, pelo menos, de melhores perspectivas!

Até o próximo tema!

Abraços,

Valter Celio

 

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